8 de jul. de 2015

Vermelhor


Os lábios seguiam enluzentes em meio a multidão, como expressão de uma vontade interior de auto afirmação e demonstração dos sentimentos que acercam a casa zodiacal da terceira década feminina.

Brasas labiais espalhando fumaça corporal... O motor amaciado em nexos, em sexo, sem sexo, sem nexo.

Tatuagens temporárias de um vermelho sangue marcado por opressões sociais e religiosas: O pecado, a tentação, ostentação e por vezes entregação



Festa da carne vale em ofegantes sentidos.

Os corpos bailavam como chamas de uma fogueira alimentada pela vontade de empunhar a espada da libertação do sexo oposto. Um mastro, um lastro, eis o troféu de uma liberdade enclausurada por anos a fio mas que não passam de uma agonia fetiche da estética geração romântica.


Paulo.Forv

lagrimacidez

Escorriam quando o vento sul abalava seu corpo como lembranças das surras da vida... O vento norte por sua vez, era encarregado de levar as memórias alegressentes de outrora. Nada ofuscava além de uma idéia:

"Morrerei sem saber se foi amor ou vou amar até morrer".



à vista pe
                sa
                     va... Já havia sigo fagocitado pela dorangustia dos momentos em que mais só e somente só conseguia a companhia dos pensamentos mais leves, de tão leves, voavam, perdiam-se entre as nuvens de outros pensamentos esquecidos.

Relaxamento: Relaxa a mente.

Paulo.Forv

11 de mar. de 2015

invisi-habilidade


é como estar lá e ao mesmo tempo se ausentar, a cabeça longe do perto demais o corpo perto do longe demais.

é ideal (de idéias) toda a perfeição que se encaixa em nossas verdades.
é repulsivo o ardor que fica no peito quando você mesmo descobre que simplesmente não acertou.
é desgaste de fluído e energia, insistir em atravessar a ponte pra chegar mais rápido do outro lado porque?

Simplesmente algumas pessoas ficam invisíveis com o passar do tempo.


Paulo.Forv

5 de jan. de 2015

escorre(a)dor


Depois das uma, sem frio, sem calor e a boca mexendo mais que os olhos:
anseios,
devaneios,
entre meios,
espelhos,
sobejos,
ensejos,
faz tempo,
desejos,
medos,
planejo,
estreito,
esgueiro,
as horas matam o que penso, se penso, já não penso mais.

em instantes se acaba a eternidade.

Paulo.Forv

16 de out. de 2014

Margens

À direita, sombra, brisa e toda essa paisagem, você enxerga o outro lado? talvez com uma visão periférica... vultos numa música, diálogos num filme, cheiro nos lugares, cores em objetos.. Nada bem definido, como uma coisa legal que se fazia quando eram crianças.
À d'esquerda é assim, tem tudo que sempre sonhara... e ainda se faz companhia nos sonhos e nas lembranças que praticamente em nenhum só dia o deixou. 


Ao fechar os olhos, mesmo sob a luz do dia já não enxerga onde a coruja dorme.

Já não é mais canto, já não é mais encanto: [paradigma]

"Em virtude dos erros e dos acertos tudo agora é modelo, somente para não repetir os mesmos pecados e não realizar os mesmos sonhos".


Paulo.Forv